Bob Marley foi uma daquelas almas que descem a esse plano a cada 30,40 anos pra tentar nos ajudar na “elevação moral e espiritual” que precisamos. Inúmeras letras do cantor, podem explicitar essa questão. Mas uma das mais emblemáticas e famosas na minha opinião, consegue fazer isso com precisão. Às vezes acho que essa música deveria ser ouvida e discutida nas escolas ao redor do mundo, pra ver se conseguíamos colocar as guerras que matam milhões de pessoas pelo mundo, no lugar onde ela já devia estar: o Museu. Posto ela aqui em sua tradução para o português. Mas como disse o rei do Reggae: POSITIVE VIBRATION!!!
War (tradução)
Bob Marley
Composição: Allen Cole / Carlton "Carlie" Barrett
Até que a filosofia que sustenta uma raça superior e outra inferior, seja finalmente e permanentemente desacreditada e abandonada havera guerra, eu digo guerra. Até que não existam cidadãos de 1º e 2º classe de qualquer nação. Até que a cor da pele de um homem seja menos significante do que a cor dos seus olhos havera guerra. Até que todos os direitos basicos sejam igualmente garantidos para todos, sem discriminação de raça, ate esse dia o sonho de paz duradoura, da cidadania mundial e as regras da moralidade internacional, permanecerão como ilusões fugares para serem perseguidas, mas nunca alcançadas agora havera guerra, guerra. Até que os regimes ignóbeis e infelizes, que aprisionam nossos irmãos em Angola, em Mozambique, Africa do sul em condições subumanas, sejam derrubados e inteiramente destruído havera guerra, eu disse guerra.Guerra no leste, guerra no oeste, guerra no norte, guerra no sul,guerra, guerra, rumores de guerra. Até esse dia, o continente africano não conhecera a paz. Nós africanos lutaremos se necessário e sabemos que vamos vencer, porque estamos confiantes na vitória do bem sobre o mal, do bem sobre o mal...
Até mais
Pensando e escrevendo um pouco do turbilhão de reflexão que é a minha mente.Venha comigo nessa viagem...
domingo, 22 de março de 2009
sexta-feira, 20 de março de 2009
É bom uma charge de vez em quando...
“O Capitalismo só existe no terceiro mundo”. Noam Chomsky.

Recentemente, li na revista Istoé uma entrevista com Noam Chomsky. Já havia ouvido falar nesse intelectual, mas agora começo a querer conhecer mais sua obra. Noam foi considerado o intelectual mais importante do mundo pelo jornal The New York Times. Aos 80 anos, ele é professor do MIT (Instituto de Tecnologia de Massachussetts) a mais de meio século, também é filósofo e comentarista político. Autor de mais de 70 livros e mil artigos, que em geral trata dos atentados terroristas, neoliberalismo e política americana. Um dos maiores críticos da política internacional americana, ele diz na entrevista que a América do Sul “neste momento, é a região mais interessante do mundo”. Transcrevo alguns trechos da entrevista:
ISTOÉ - Os Estados Unidos são uma democracia fracassada?
Chomsky - Se você comparar as eleições de 2008 com as de um dos países mais pobres do hemisfério, a Bolívia, o processo é radicalmente diferente. Você pode gostar ou não das políticas do presidente Evo Morales, mas elas vêm da população. Ele foi escolhido por um eleitorado popular que traçou suas próprias políticas. As questões são muito significativas: controle dos recursos naturais, direitos culturais... A população não se envolveu apenas no dia das eleições, essas lutas estão ocorrendo há anos. Isso é uma democracia. Os Estados Unidos são exatamente o oposto. O melhor comentário sobre as eleições foi feito pela indústria da publicidade, que deu à campanha de Obama o prêmio de melhor campanha de marketing do ano
ISTOÉ - O capitalismo está entrando em colapso com a crise?
Chomsky - O único lugar onde o capitalismo existe é nos países do Terceiro Mundo, onde ele é imposto à força.
Para ler a entrevista completa, acesse este link:
http://www.terra.com.br/istoe/edicoes/2051/artigo127063-1.htm
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Esqueça o "SE".
Um dia desses estava pensando no “poder” que essa palavra detém. Analisando como ela influi em nossas atitudes em muitas ocasiões na nossa vida, cheguei a conclusão que devemos usá-la o mínimo possível nas nossas vidas, porque ela tem o poder de “aprisionar”, “amedrontar” o indivíduo em suas escolhas, de desencorajar-nos. Afinal quem nunca se perguntou “se essa decisão irá ser a certa?”, ou “se esse relacionamento irá dar certo?”, ou “se essa profissão não for à ideal para mim?”. O fato é que esse tipo de pergunta pode nos impedir de conhecer coisas boas, e que na vida só saberemos o que será dela na base da tentativa.Poderia alongar mais essa escrita, mas a lição é simples: “o segredo é arriscar!”
Até mais
Até mais
domingo, 15 de março de 2009
RAÇAMAN....Essa é a idéia!!!

O Natiruts é uma renomada banda de reggae do Brasil.Surgiu no ano de 1996 na cidade de Brasília, formada por três caras que estão até hoje na banda: Alexandre Carlo (Vocal e guitarra), Juninho(Bateria) e Luis Maurício(Baixo). A banda tem 6 discos de estúdio, incluindo o último gravado ao vivo, o “NATIRUTS REGGAE POWER”.Agora sabemos que está próxima a data do lançamento do novo álbum (Maio desse ano), intitulado “RAÇAMAN”.Sobre a idéia presente no novo álbum, transcrevo aqui a explicação dada pela banda em seu site(www.natiruts.com/):
“RAÇAMAN é o ser humano que independente da sua religião, cor, idade, sexo, acima de tudo está aí sobrevivendo as adversidades mas também vivendo as coisas boas desse nosso mundo imperfeito. O Raçaman não se define para se limitar mas apenas para dar uma referência do seu eu, não se inclui em uma ideologia para se afastar ou julgar as outras e sim para participar, aprender, tentar evoluir dentro das suas escolhas. RAÇAMAN é o brasileiro raiz, ele sabe das coisas dos pretos, dos brancos, dos índios, e de todos os outros povos que fizeram estória por aqui. Ele tem um pouco de rasta, de católico, de protestante, muçulmano, de candomblecista, de espírita e de todo mistério que esse mundo tem. Mas sabe que independentemente do caminho Deus está no querer bem."
Até mais
P.S.: Essa banda é foda!
domingo, 8 de março de 2009
É bom uma Charge de vez em quando...
O que o Reggae tem de inferior a outros gêneros musicais?

Esse post pode parecer estranho, mas me senti na vontade de escrever algo sobre esse tema.Isto porque se vê uma postura hipócrita e ilusória de muitos “regueiros” na internet ou na vida real, aqueles que se acham os maiores entendedores da música Reggae. São aqueles que julgam um trabalho musical sobre aspectos exteriores à música. Criticam o fato de algumas bandas gravarem seus álbuns em bons estúdios, o fato de algumas fazerem apresentações em grandes casas de show, de aparecerem bem vestidos ,de uma vez ou outra elas aparecerem em programas de TV, de ter música em novela ou de simplesmente ganharem dinheiro com seu trabalho.Pra essa galera “dos roots” um bom reggae é aquele que imita o que Bob Marley fez ou então é aquele som gravado numa garagem, cheio de ruídos,etc.Aí eles dizem: “Isso é roots”. Penso que é uma grande idiotice seguir o pensamento por essa linha, de julgamentos exteriores. Se for nessa linha, Bob Marley, não é “Roots”; visto que o cara ganhou muito dinheiro com sua música, vestia ADIDAS e além disso morava em uma mansão em Miami (EUA), e gravava seus álbuns em grandes estúdios, na época em que já fazia sucesso. Então reitero aqui a idéia do post: “Acabem com esse complexo de inferioridade que criaram pro reggae!!””. Encerro por aqui porque essa galera me dá um asco!
Até mais
sexta-feira, 27 de fevereiro de 2009
Sábias palavras de um mestre!

Hebert Vianna, é um cara que não precisa de palavras pra mensurar a sua grandeza. Clica na figura, e lê aí um texto dele que achei em outros blogs.
Até mais
quinta-feira, 26 de fevereiro de 2009
Sarney, porque não te calas?

Hoje estava assistindo o programa Espaço Aberto do canal Globo News.O jornalista Alexandre Guimarães entrevistava o “novo” presidente do Senado, José Sarney.A entrevista chegou a um ponto que eu já esperava, o da possível entrada da Venezuela no MERCOSUL. Como já sabemos é conhecida a posição de Sarney sobre Hugo Chávez e seu governo na Venezuela.Mais uma vez ele chamou Chávez de “ditador” e o acusou de não promover a democracia naquele país.Apesar disso, diz que não irá se opor a entrada da Venezuela no Mercosul, disse que não pode impor a opinião dele a todo o Senado Brasileiro.Mas esse não é o enfoque que queria dar ao post.Eu me pergunto quem é o senhor José Sarney, pra falar sobre democracia??? Basta ver a história desse homem na política brasileira pra ver o que ele é e foi, um homem que fez parte dos governos da Ditadura que devastou o país durante mais de 20 anos, e que já no ano de 1985 era chamado pela "grande mídia" pelo título de "Rei das Diretas já”. Um homem que manda e desmanda em seu estado, o Maranhão, e que lidera o PMDB, a maior "legenda de aluguel" que já existiu no país.Pra completar ele ainda se tornou pela terceira vez, o Presidente do SENADO, só Deus sabe o que ele prometeu aos colegas.Aí querer falar de CHÁVEZ, que em 10 anos de governo realizou mais de 15 referendos e consultas populares, isso sem falar que a oposição (direitista e pró-EUA) detém o governo de muitas cidades venezuelanas, inclusive a capital CARACAS.Depois escreverei mais sobre Chávez e a Venezuela.Agora é melhor José Sarney parar de falar besteira urgente...um homem que o maior feito que fez para o Brasil foi aumentar o poderio da Rede Globo.Até mais.
sexta-feira, 13 de fevereiro de 2009
Eduardo Guimarães: Professor da FGV diz que PAC é novo "New Deal"

Estudo do professor da FGV Marcelo Cortes Neri divulgado ontem mostra que a crise não atingiu os mais pobres no Brasil, não lhes diminuiu a renda, não freou a queda da desigualdade e, o que mais impressiona, não impediu que as classes D e E continuassem encolhendo e que seus integrantes continuassem ascendendo à classe C mesmo no período negro de setembro, outubro, novembro e dezembro de 2008.
Nenhum dos grandes jornais (Folha, Estadão e Globo) deu chamada de primeira página para o Estudo da FGV. A cobertura limitou-se a notas escondidas e curtas nas páginas internas. Quanto aos telejornais, alguns tiveram a coragem de não divulgar o Estudo e outros deram pouquíssima importância a informação desse calibre.
O anúncio do Estudo intitulado "Crônica de uma crise anunciada - choques externos e a nova classe média" foi feito pelo professor Neri em entrevista coletiva à imprensa. Estimo que nem o pesquisador imaginava o tratamento pífio que a mídia daria ao seu trabalho.
O vídeo contendo a apresentação do Estudo à imprensa por Neri pode ser assistido clicando aqui, e o Estudo em si pode ser lido na íntegra clicando aqui.
O pesquisador atribui a programas sociais como o Bolsa Família e aos aumentos do salário mínimo os vastos sucessos sociais dos últimos anos do governo Lula, dando destaque para a queda da desigualdade e para o impressionante aumento de mais de 20% da classe C e o forte encolhimento do contingente de pobres e miseráveis nos últimos anos
Mas, em determinado ponto da entrevista de Neri à imprensa, ele faz uma afirmação sobre o PAC, programa governamental que a mídia e a oposição dizem que não existe, que todos os brasileiros precisam conhecer, sobretudo por tal afirmação ter sido proferida por esse pesquisador da FGV que vem atravessando vários governos e que jamais foi acusado por ninguém de partidarismo ou coisa que o valha.
Reproduzo abaixo, textualmente (para quem não tiver conexão rápida para assistir o vídeo acima mencionado), o que o professor Neri disse sobre o PAC:
"(...) O PAC, Programação de Aceleração do Crescimento, é um plano que talvez não fizesse muito sentido quando ele foi lançado como um plano de aceleração do crescimento, porque a economia estava muito aquecida, e hoje em dia é visto quase como um New Deal americano [programa de aquecimento econômico do presidente americano Franklin D. Roosevelt implementado entre 1933 e 1937] numa época em que comparações com a grande depressão americana [de 1929] começam a se tornar mais comuns. Então, é meio como se o Brasil criasse um New Deal antes que a depressão fosse anunciada. Aqueles que acham que o Brasil estava com sorte, alguns anos atrás [conforme diz a imprensa e a oposição para desmerecer o crescimento continuado dos últimos anos], que sorte temos agora, porque é como se tivéssemos um bilhete de loteria, um seguro que não sabíamos que tínhamos (...)".
Não é à toa que a mídia escondeu o estudo de Neri. Ele mostra que, se estivermos mesmo saindo da crise - e a mídia, seguindo conselho recente de FHC aos tucanos para combaterem as medidas anticrise de Lula, não quer aceitar tal hipótese -, tudo se deve à visão que o presidente teve ao se dedicar tanto ao PAC nos últimos anos enquanto a mídia e a oposição diziam que o programa "não existia".
O professor Neri conclui elencando vários fatores que permitirão ao Brasil superar a crise antes dos outros países e faz alertas de que as políticas públicas devem continuar na rota do PAC e dos programas sociais, porque, se houver desvios, poderemos perder a chance de sair dessa crise muito maiores do que entramos nela.
Fonte:http://edu.guim.blog.uol.com.br
terça-feira, 10 de fevereiro de 2009
BOB MARLEY no BRASIL.




Bob Marley esteve no Brasil uma única vez, em março de 1980, e jogou no campo de Chico Buarque. Bob Marley, Junior Marvin (guitarrista dos Wailers), Jacob Miller vocalista do Inner Circle), Chris Blackwell (diretor da Island Records) e a esposa Blackwell, Nathalie, vieram ao Brasil em um jato particular para participar da festa que inaugurou as atividades do selo alemão Ariola no pais. A Island, gravadora original dos Wailers, era então um selo da Ariola. Bob interrompeu as sessões de gravação que resultariam no álbum 'Uprising' para vir ao Brasil. Na descida em Manaus, para reabastecimento, o jato ficou retido por algumas horas. O governo militar certamente não estava vendo com bons olhos a vinda daquela comitiva enfumaçada. Depois de alguma negociação as autoridades acabaram cedendo, mas sem liberar vistos de trabalho, o que desestimulou os que pensaram em improvisar uma apresentação deles em solo brasileiro. Depois ainda desceram em Brasília e rapidamente decolaram em direção ao Rio de Janeiro.
Marley no campo de Chico Buarque Chegaram no aeroporto Santos Dumont às 18h30m do dia 18 de março, terça-feira. Logo foram cercados pelos repórteres. Bob era mais conhecido na época por ser o autor de "No Woman No Cry", música que havia vendido 500 mil copias na versão de Gilberto Gil. Suas primeiras declarações foram sobre a música brasileira: "O samba e o reggae são a mesma coisa, tem o mesmo sentimento das raízes africanas". Sobre Jah, o Deus do rastafarianismo ele apenas disse: "É como o seu Deus, pouca gente O conhece". Cansado da viagem, o grupo rumou logo para o Copacabana Palace, onde ficariam hospedados.
No dia seguinte, pela manhã, eles trataram de dar algumas voltas pela Cidade Maravilhosa fizeram questão de conhecer a favela da Rocinha, que acharam bastante parecida com os guetos da Jamaica. Como não haviam trazido um cozinheiro para Ihes preparar a comida I-tal - cozinha natural seguida pelos rastafaris - Bob, Junior e Jacob só se alimentaram com sucos de frutas. Segundo um acompanhante brasileiro, cada um bebeu quinze copos de suco e Bob gostou mais dos de manga e maracujá. Depois os três partiram para as compras e percorreram as lojas de material esportivo atrás de uniformes e outros equipamentos. Os instrumentos musicais também não foram esquecidos e os três rastas levaram violões, maracás, atabaques e cuícas. Os artigos esportivos tiveram a sua estréia no famoso jogo no campo de Chico Buarque.
O trio jamaicano chegou as 16hOO no km 18 da Avenida Sernambetiba - três horas atrasados - quando os funcionários da Ariola jogavam animadamente contra alguns dos contratados da gravadora no Brasil, como o anfitrião Chico B u a r q u e, Toquinho, Alceu Valença e outros. Logo que eles chegaram os times foram rapidamente rearrumados e ficaram assim: Bob Marley, Junior Marvin, Paulo César Caju, Toquinho, Chico e Jacob Miller de um lado; e do outro Alceu Valença, Chicão (músico da banda de Jorge - ainda Ben) e mais quatro funcionários da gravadora. Antes de começar o jogo Bob ganhou uma camisa 10 do Santos e sorriu, dizendo "Pelé" para depois explicar que jogava em qualquer posição. Mas ele foi mesmo para o ataque e o placar foi de 3 a 0 para o seu time, com gols dele (documentado pela TV - veja foto desse jogo abaixo), de Chico e de Paulo César. Este, que jogou na copa de 70, foi o mais festejado por Bob, que lhe disse: "Sou fã de seu futebol", ao que Paulo César respondeu, "E eu, de sua musica". Bob lembrou o campeonato mundial que marcou a ilha do reggae: ''Rivelino,Jairzinho, Pelé... o Brasil é o meu time. A Jamaica gosta de futebol por causa do Brasil". Mas a principal razão para a vinda dos jamaicanos era a big festa da gravadora e logo que o jogo acabou eles voltaram para o hotel.
Bob jogando bola no brasil A festa no alto do Morro da Urca foi no mesmo dia - 19 de março - e teve mais de 1000 convidados e penetras, com direito a engolidor de fogo, cartomante e fogos de artifício. Bob Marley chegou com os amigos às 22h00, e foi logo para um camarote. Tranqüilo, apesar de muito assediado, conversou com Moraes Moreira, Marina e com os participantes do jogo As pessoas estranhavam o fato de ele não beber, o que era explicado por suas convicções rastas. Baby Consuelo, que havia feito uma versão de "Is This Love", tentou ir lá cumprimentá-lo mas não conseguiu. Depois dos discursos dos diretores da gravadora ele se afastou para assistir a apresentação de Moraes Moreira, que começou às 24h00 e fez a pista de dança encher. A agitação foi tanta que Bob deve ter percebido o significado da expressão "Rio Babilônia". A esperança geral era de que ele desse uma canja. Moraes chamou Baby no palco para cantar a sua versão e talvez fazer Bob se decidir. Mas nessa hora ele já estava se levantando e arrastando repórteres, fotógrafos e curiosos à sua passagem, falando com os jornalistas enquanto se encaminhava para o bondinho.
Na manhã seguinte estava programada uma coletiva para a imprensa que acabou sendo realizada às pressas pois os jornalistas chegaram atrasados e a partida de Bob e sua comitiva estava marcada para as 1 6h00. Sobre os brasileiros ele disse:"É fácil perceber que as pessoas aqui tem ritmo e feeling, não só no andar; mas no falar e no próprio interesse demonstrado pela música em qualquer uma de suas manifestações''. Para ele a mensagem to reggae tem grande importância, pois "os músicos devem ser porta-vozes dos grandes contingentes oprimidos. No nosso caso, a responsabilidade é maior por causa das nossas crenças religiosas. A própria filosofia do reggae explica tudo isso. O reggae surgiu do gueto e sempre foi fiel às suas origens, levando ao mundo uma mensagem de revolta, protesto e reivindicação''. O mundo à sua volta é percebido em cores fortes."O Apocalipse está nas ruas, no dia-a-dia de cada um. É o meu povo que sofre, o povo da rua, o pobre. É dele que estou falando". No entanto ele se mostrava profético em seu otimismo sobre o futuro do reggae: "o reggae não é nenhuma moda, agora está havendo um revival do ska (ver Skarcéu) e quem está ouvindo essa musica é a geração jovem, até brancos. Isso é salutar como uma semente bem regada, não é uma moda. Isso vai crescer. Espere só, mon". Bob Marley e amigos partiram na mesma tarde do dia 20 de março, quinta-feir a, para a Jamaica.
Junior Marvin contou que durante essa viagem Bob começou a compor várias músicas que ficariam inacabadas. Contou também que eles planejavam incluir o Brasil na turnê mundial que aconteceria no segundo semestre de 80 e o Inner Circle iria abrir os shows, o que foi citado por vários jornais da época. No entanto, dois dias depois de voltar à Jamaica, no dia 23 de março, Jacob Miller morreria num acidente de carro em Kingston. No final, do mesmo ano, Bob Marley sentiu de maneira contundente os sintomas da doença que o levaria em maio de 81.
Selo do aniversario de 50 anos de Bob O sonho de uma apresentação de Bob Marley no Brasil jamais se concretizou, mas ao menos tivemos a oportunidade de conhecer outro lado de suas personalidade, mostrando que longe dos palcos e dos estúdios ele era apenas uma pessoa como qualquer outra. Todos os jornais que cobriram sua visita destacaram o fato de que ele se mostrava sempre acessível e disposto, sem traço de extremismo. Esta vinda ao Brasil foi ofuscada na biografia de Bob Marley pela apresentação na festa da independência cdo Zimbabwe, que aconteceria menos de um mês depois. Mas para quem sente a sua música bater com toda força sem causar dor, esta é uma lembrança inestimável.
As declarações de Bob Marley foram dadas aos seguintes jornais: Jornal do Brasil, O Globo, Folha de São Paulo, Jornal da Tarde. Colaboração: sr. Yassuo Ono, sra Helena Faria (arquivo JB), sr. Geraldo Carvalho
Fonte: www.sugoss.blogspot.com/
Fabiano Oliveira: Rei dos shows em Sergipe!

Adoro morar em Aracaju, mas uma coisa me incomoda nela: o reinado desse cidadão chamado Fabiano Oliveira.É um cara que monopoliza o mercado de shows culturais na cidade.Ele foi o criador do Pré-Caju, uma prévia do Carnaval.Começou como uma festa dele para os seus amigos, e há mais de 15 anos acontece anualmente aqui em Aracaju.Há algum tempo essa festa recebe grandes verbas do Governo do Estado, isso em troca do “dinheiro que entra com os turistas” que vem a cidade essa época.
Sua família possuía uma casa de shows, chamada Augustu´s, mas em meados dos anos 2000 a casa fechou e foi “comprada” pelo BANESE (Banco do Estado de Sergipe) num negócio que até hoje permanece com aspectos nebulosos.Além disso, esse rapaz coloca o império da música baiana aqui no estado durante o ano todo, em repetidos shows das grandes bandas de axé (Chiclete com Banana, Asa de Águia,etc...) e pagode daquele estado.Se você gostar de outro gênero musical aqui em Sergipe, você está “lascado”!!! Bandas de Rock, Reggae e outros gênero , só vem aqui se estiverem fazendo um enorme sucesso em todo Brasil! Como se não bastasse tudo isso, esse tal de Fabiano, tem programa na TV (que ilude os jovens com suas “atrações musicais gratuitas” ).Também é político , filiado ao PSDB, acho que o investimento do programa, ele retoma nas eleições quando se candidata a algum cargo, ou até mesmo como no atual momento em que não exerce nenhum cargo. Só para terminar, vou contar um caso daqueles “velhos jogos sujos de política”: no ano de 2005, Fabiano Oliveira era( ou ainda é??) aliado do então governador João Alves Filho (DEM), sendo que este construiu uma praça de eventos na Orla da Praia de Atalaia, que agora é “o espaço de eventos da empresa de Fabiano” .Mas em 2006, João Alves foi derrotado nas eleições pelo candidato Marcelo Déda (PT), então Fabiano passou a ser aliado de Déda, e continua com a praça de eventos (construída com dinheiro público) nas mãos.É dinheiro público transformando-se em lucro privado.O que questiono aqui não é a realização dos shows nesta praça de eventos, e sim a exclusividade que Fabiano Oliveira detém.Lamentável.Podia falar muito mais desse cidadão, mas já ta de bom tamanho.Deixo aqui meu repúdio a esse indivíduo!
Abraços
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